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Esteatose Hepática – Gordura no Fígado

17 de agosto de 2015
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O que é?

A esteatose hepática ocorre quando o fígado é invadido por uma quantidade excessiva de gordura e o tecido hepático saudável é parcialmente substituído por áreas não saudáveis de gordura. Nesses fígados, as células e os espaços do fígado são preenchidos por gordura, resultando em um fígado aumentado de volume e mais pesado.

Em nosso meio, a esteatose acomete 1 em cada 3 pacientes adultos e o número de crianças e adolescentes acometidas tem crescido em virtude do sedentarismo e má alimentação. Isto torna a esteatose e a DHGNA um problema de saúde pública, especialmente quando se sabe que os principais fatores a ela associados, como o diabetes e a obesidade, continuam crescendo sua prevalência em todo mundo.

 

Quais são as causas?

As causas podem ser:

  • Doenças primárias do fígado: várias doenças hepáticas apresentam a esteatose como uma das manifestações da doença. É o caso das hepatites B e C, da deficiência de alfa1 antitripsina, doença de Wilson, doenças colestáticas e, principalmente, da doença hepática alcoólica. Sabe-se que 90% dos indivíduos que fazem uso abusivo de álcool apresentam esteatose no fígado. A evolução desses casos obedece a evolução da própria doença de base.
  • Causas secundárias: nesses casos existe um fator que está gerando a esteatose e que, se removido, pode reverter o quadro. Isso é o que pode acontecer no hipotireoidismo não controlado, na exposição a agentes químicos (principalmente produtos petroquímicos, pesticidas), cirurgias intestinais e de bypass intestinal para tratamento da obesidade. Mas a causa secundária que mais tem crescido nesses anos é o uso abusivo de medicamentos, especialmente esteróides e anabolizantes, empregados por jovens em academias, além de vários medicamentos como tetraciclinas, cortisona, medicamentos empregados no combate do câncer e no tratamento das arritmias cardíacas entre outros.
  • Doença Hepática Gordurosa Não Alcoólica: representa a principal causa de esteatose (70% ou mais dos casos de esteatose) e está diretamente associada à obesidade, dislipidemia (alteração das gorduras do sangue, triglicérides e colesterol) e diabetes mellitus, sendo assim uma doença decorrente de alterações metabólicas. É frequente entre esses pacientes o diagnóstico de síndrome metabólica, presença de 3 ou mais dos seguintes fatores: circunferência de cintura elevada (obesidade visceral), alteração do açúcar em jejum (acima 99mg/dl), HDL colesterol baixo (<45mg/dL), elevação dos níveis de triglicérides (>150mg) e pressão alta. Como citado anteriormente, 20% a 30% deles podem evoluir para a esteatoepatite.

 

Qual é o diagnóstico?

No diagnóstico de esteatose hepática, o médico vai primariamente eliminar outras possíveis causas de doença hepática e de esteatose. No seu exame clínico, além do exame geral, importante para afastar causas sistêmicas de esteatose, muita atenção deve ser dada à medida da pressão arterial e da medida da circunferência da cintura (a obesidade visceral, aquele “pneuzinho” incômodo da barriga está frequentemente associado à esteatose) e à palpação do fígado.

Exames de sangue podem ser solicitados com o intuito de dosar as enzimas do fígado (ALT, AST, GGT e fosfatase alcalina). Exames metabólicos como dosagem de glicose, insulina, colesterol e frações, triglicérides, hemoglobina glicosilada, além de outros exames frequentemente alterados como ácido úrico, ferritina, etc.

O diagnóstico de esteatose já pode ser feito na palpação do fígado pelo médico e confirmado pelo ultrassom de abdomem, exame simples e indolor. As imagens obtidas por um exame de ultrassonografia mostram um fígado mais brilhante e granulado. A palpação pode revelar um fígado já com doença mais avançada, o que também pode ser confirmado pelo próprio ultrassom ou, melhor ainda, por aparelhos que medem o grau de rigidez do fígado por método denominado elastometria (FibroScan ou Axplorer) que, a exemplo do ultrassom, são exames não invasivos.

Eventualmente uma biópsia do fígado pode ser solicitada, especialmente em casos que haja dúvida importante sobre a causa do problema.

 

Como é realizado o tratamento?

Nos casos de esteatose secundária, a eliminação ou correção do agente causal, quando possível, resolve o problema, enquanto o tratamento da doença hepática existente e a abstenção alcoólica podem eliminar a esteatose do fígado. Na doença hepática gordurosa o tratamento é direcionado primeiramente para as modificações de hábitos de vida que envolvem dietas mais saudáveis e aumento da atividade física. Medicamentos sensibilizadores de insulina, antioxidantes e protetores celulares podem ser utilizados a cada caso, sob orientação médica.

 

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O Tudo Sobre o Fígado é um canal de comunicação do Instituto Brasileiro do Fígado (IBRAFIG). O IBRAFIG foi criado em 31 de julho de 2015 como órgão vinculado à Sociedade Brasileira de Hepatologia (SBH) com o propósito de divulgar e conscientizar a população sobre as doenças do fígado.

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